sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A ÚLTIMA MORADIA

Já tive tantas moradias, que lhes perdi a conta,
Não quero ter mais moradias, senão a última,
As moradias que tive foram de grande tortura,
Pela minha vida de ataques e enorme afronta.

Em criança e na adolescência, várias moradias,
Conheci, amando mais a minha terra e amigos,
Em adulto outras moradias em vão conhecidas,
Não me garantiram sonhos e desejos preteridos.

De África vim para a Europa, para nova moradia,
Que não me pertencia, mas que me deu guarida,
Graças ao acolhimento da minha mãe querida.

Dessa moradia vim para outra que me custaria
Pagar todo este tempo, desejando assim acabar
Em parte desconhecida para não ninguém orar.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

FAÇO DE CONTAS QUE NÃO VEJO




Faço de contas que não vejo, o que vejo.
Cenas em cenários improvisados,
Em vários lugares montados,
Dá-me um bocejo.

Garotos e garotas bebendo e fumando,
Sem regras, curtindo inebriados,
De gozo e desejos apossados,
Puro desencanto.

Faço de contas que não vejo, provocações,
À nossa frágil e avançada idade,
Vivida de senso e maturidade,
Amplas desilusões.

Faço de contas que não vejo, gente petulante,
Exibindo roupas caras e extravagantes,
Com modos e atitudes exuberantes,
Deveras decepcionante.

Faço de contas que não vejo, o que vejo,
Futilidade, desinteresse, desmazelo,
Desarmonia, incultura e desprezo,
Não invejo.

Faço de contas que não vejo, o que vejo,
O que mais gostaria de ver brevemente,
Era a juventude renovada e diferente,
É o meu desejo.











segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PROGRESSOS E RETROCESSOS



Os progressos são muitos, por avaliar,
Os retrocessos são ainda mais a achar,
Os progressos surgiram de competências,
Os retrocessos criados por deficiências.

Iremos assistir a um combate de morte,
Entre progressos e retrocessos, à sorte,
Quem vencer ditará o destino do Mundo,
No espaço sideral longe e mais profundo.

Da contenda resultarão vítimas inocentes,
Cobaias de vigarices e ágios envolventes,
Marginalizados e esquecidos para sempre.

Dos escombros outro Mundo novo renascerá,
Com outras gentes, outro projecto surgirá,
Sem confrontos, egoísmos e ódios, temente.

HOMENS SEM ROSTO



Neste Mundo actual de multidões flutuantes,
Humanos passam indiferentes e anónimos,
Uns pelos outros como em naves errantes,
Viajando no espaço privado dos astrónomos.

Mais parecem humanóides doutros planetas,
Sem rumo e destino certos, rostos perdidos,
Em busca do possível, sem metas concretas,
Descrentes, confusos e de ânimo destituídos.

Deixaram a Terra, encontram-se noutro Além,
Continuam anónimos, conservando memória,
Para serem recordados na verdadeira história.

O julgamento será justo mas severo para quem,
Passou pela Terra indiferente e com vaidade,
Sem cuidar quem de ajuda tinha necessidade.





domingo, 11 de dezembro de 2011

PROMESSA DE AMOR



Quando os nossos olhos se cruzam,
Meu coração bate forte, como aviso,
Minhas palpitações mais abundam,
Sem te confessar o amor escondido.

Pelos teus olhos leio o que tu sentes,
Não me revelas os teus sentimentos,
Tu duvidas e os manténs ausentes,
Receando passares maus momentos.

Faço-te mil juras de amor verdadeiro,
Dar-te tudo que ambicionares possuir,
Para proporcionar amor sem te iludir,

Quero que meu coração seja herdeiro,
Do teu amor que será bem guardado,
Dentro de mim pelo tempo desejado.

NATAL

(Dedico este meu soneto a todos os meus familiares

e amigos, desejando um FELIZ NATAL E FESTAS

FELIZES com saúde e sucesso na vida.)


Data perpétua, no universo celebrada,

Por todos seres humanos, em família,

Pelo cristianismo com amor festejada,

De luzes e melodias, linda maravilha.


Tocam os sinos, cantam lindos coros,

Canções enfeitadas de bonitos versos,

Brilham as estrelas no infinito cosmos,

Anunciando Jesus, momentos eternos.


Famílias celebram o dia em comunhão,

Em sarau de várias iguarias e prendas,

Verdadeiras surpresas, sem contendas.


No abrir das prendas é total a confusão,

As crianças exultam com as surpresas,

Com um misto de alegria e de tristezas.




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SE AS ESTRELAS SE APAGASSEM



Se as estrelas se apagassem, o que seria do Mundo?
A vida resistiria ou desapareceria.
Ninguém resistiria,
Ao colapso.

Poderíamos ainda migrar para outra distante galáxia?
Teríamos de ter naves preparadas,
Para serem lançadas,
Com sucesso.

Quem iria nas naves, como e para que outras galáxias?
Os riscos seriam muitos e sérios,
Soltaríamos impropérios,
De revolta.

Deixaríamos na Terra os nossos sonhos e projectos,
A nossa vida partiria do zero,
Ficaríamos com ar severo,
Por recomeçar.

Não saberíamos o que fazer noutros estranhos Mundos,
A falta de conhecimento dos lugares,
Não te permitiria sonhares,
Como na Terra.

Se as estrelas se apagassem, ficaríamos na escuridão,
Tropeçando uns nos outros sem ver,
Iríamos bastante sofrer,
Sem solução.