domingo, 15 de abril de 2012

OS EXILADOS

Há exilados pelos mais diversos motivos,
Eles são seres errantes, frágeis, perdidos,
Os exilados encontram-se em toda a parte
Desanimados por falta de engenho e arte.

Há exilados políticos e muitos espoliados
Dos seus haveres, que foram maltratados.
Procuraram outras paragens, outras terras,
Para fugirem a perseguições e a guerras.

Os exilados perderam tudo e a sua Pátria,
Sentem-se isolados, sem projetos de vida,
Em busca humilhante da terra prometida.

Apenas resta família e situação precária,
Sem os meios para concretizar projetos,
Considerados exilados e simples objetos..

sábado, 14 de abril de 2012

A PLATEIA

Da plateia assisto ao espectáculo da má vida,
Drama e tragicomédia interpretada por actores,
Que desempenham seus papeis como maus amadores,
Nunca chegando a ser intérpretes de mais-valia.

Os papeis que desempenham não são nada fáceis,
São de reais situações por todos nós vividas,
Umas felizes, outras dramáticas, mal recebidas
Pela crítica saturada de dramas e de tragédias.

Em muitos dos personagens me reconheço anónimo,
Quero passar despercebido da cena e do público,
Para não ser alvo de críticas e ataque injusto.

Já no fim da minha vida ainda alimento o sonho
De tirar um curso de representação e de ideais,
Para competir com os verdadeiros profissionais.

É DIFÍCIL ESQUECER

Esquecer não é fácil, é algo que se sente,
Que o nosso coração acelera quando pensa
Não conseguir esquecer o que o atormenta,
Por falta de coragem, passando por demente.

Por mais esforço que se fizer para poder
Esquecer, as lembranças são de má memória
E são difíceis de esquecer. É a história,
Que custa muito recordar sem ser a sofrer.

Sabemos que por muito tempo que ainda passe,
O tempo não faz esquecer o que é doloroso,
Pois o tempo carregará para sempre o odioso.

Enquanto o tempo existir entrará em impasse,
Nunca será possível esquecer o que guardamos
Tudo que jamais sem mais tempo nos livramos
CO

quinta-feira, 12 de abril de 2012

NÓMADA COMO O VENTO

Sou nómada tal como o vento, corro sem parar,
Sou levado de lugar em lugar, ando a navegar,
Em mar encapelado pelo vento, sigo o destino,
Que me foi imposto, sem culpa, meu desígnio.

O vento como eu por vezes se revolta e protesta,
Acelerando e provocando estragos no caminho
Que desbrava por esse Mundo, razão manifesta,
Para agir tão veloz ao meu lado e não sozinho.

De mãos dadas atravessamos a Terra lés a lés,
Assistimos a guerras, violências, confiscações,
Desprezo absoluto pelas vítimas de violações.

O vento continua nómada como eu em revés,
Fazendo justiça ao destruir o inimigo pelo ar,
Com a sua força e violência difícil de travar.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

HOMENS BONS E HOMENS MAUS

Há homens bons e maus. O difícil é saber,
Quem são os bons e os maus. Vou decifrar.
Começarei com muito cuidado a investigar,
Com coragem, sem nada e ninguém temer.

Encontrei homens bons anónimos, medrosos,
De serem reconhecidos pelos homens maus,
Vivem em permanente ansiedade, temerosos
Do seu futuro e dos seus familiares, receosos.

Os homens maus foram então confrontados
Com tempos e ventos de mudança chegados,
Sem aviso, nem mensageiros, nem arautos.

Foi a Providência e Deus que alertados,
Acharam dever fazer a merecida justiça,
Castigando os homens maus e sua malícia.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

RAMPA DE LANÇAMENTO

O tempo começa a contar em sentido decrescente,
Para o foguete da nave espacial que vai partir,
Também conta para mim como simples sobrevivente,
Não sabendo ao certo o que poderá ainda surgir.

Tal como a nave que vai subir ao imenso espaço,
Eu também irei partir para o Além, sem vontade,
É o tempo que se inverte como sinal e embaraço,
Com a partida definitiva sem culpas nem maldade.

A viagem será vertiginosa, mas longa, até ao fim,
Não me dará tempo para recordar os tempos vividos
Com muito ardor e intensidade, amores esquecidos.

Para traz ficou o tempo, o espaço e o meu fortim.
Com tudo o que fui obrigado de repente abandonar,
Que afinal foi o que eu jamais consegui resgatar.



QUERO A TUA COMPANHIA

Quando te encontrar no meu caminho
Seguirei os teus passos e destino,
Para contigo me cruzar para te dar
Um beijo fervoroso e o meu abraçar.

Quero contigo contar para desabafar,
Meus queixumes, minhas tristes dores,
Poder neste difícil momento confiar
Em ti e entregar-me cheio de amores.

Fazes-me falta para o resto da vida,
Viver com coragem e alguma esperança,
Que já havia perdido em desesperança.

Quero que a vida deixe de ser sofrida,
Com a tua desejada e amiga companhia,
Como sempre desejei viver com alegria.

ERROS MEUS

Não sei se errei, Apenas sei que não pequei,
Porque errar é natural,
Não é sobrenatural.

Os erros terão sido muitos, Que já os esqueci,
Os meus erros não ofendem,
Apenas surpreendem.

Os erros não se entendem, nem se explicam,
São para pensar,
E não criticar.

Erros muitos que cometi, Nunca na vida os escondi,
Também não os revelo,
Porque os tolero.

Quando decifrarem os meus erros,
Vão descobrir quem sou eu,
Alguém que nunca temeu,