quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

VENTO QUE SOPRA VOZES


O vento passou por mim e soprou vozes,
Com notícias do Sul, há muito esperadas,
Dizendo que neste ano receberei sortes,
Por serem por mim bastante merecidas.

As sortes são pérolas valorosas perdidas
Que me serão tão justamente devolvidas,
E que me custaram muitos anos a criar,
Na minha terna terra que está por libertar.

Essas pérolas serão por mim repartidas,
Por aqueles que me são mais queridos,
Enquanto se revelaram sinceros amigos,

Entre essas pessoas, as mais amigas
São a minha família que quero ajudar,
Por serem os amigos mais a precisar.


Observação: escrito sem rigor métrico.



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

AMAR É UMA BENÇÃO


Amar é coisa bela, doutro mundo,
Que desce à Terra com um anjo
Para darmos e recebermos,
Sem olhar a quem, mesmo estranho.

Amar é bênção que Deus nos deu,
Para distribuir e trocar,
Faz-nos sentir menos egoístas,
Por nosso amor sabermos espalhar.

Saber amar, é amar com entrega,
Não estando nunca à espera,
Que nos seja implorado o amor,
Que devemos dedicar sem favor.

O TEU LENÇO


Deixaste-me o teu lenço, bem cheiroso,
Pra eu me lembrar de ti,
Com ele me perco em pecados,
De imaginar fantasias contigo.

Resta-me o teu lenço, doce loucura,
Guardo-o com muita ternura,
Quero recordar belos momentos,
Com meus sensuais pensamentos.

Não troco o teu lenço por outro,
Nem que seja bordado a ouro,
O teu é meu, agora e para sempre,
Receio outro com veneno de serpente.

domingo, 6 de janeiro de 2013

UMA CAMA E DOIS CORPOS


Três volumes que se confundem num só,
Uma cama que range,
Dois corpos que gemem,
Os vizinhos se apercebem
Que a cama reclama,
Pelo rebolar dos corpos.

Uma cama e dois corpos, função única,
Passarem momentos de sonho,
Enquanto o tempo durar
E a força não faltar,
É o prazer que conta,
Tudo o resto é mundo estranho.

Uma cama e corpos diferentes se fundem
Num arfar de desejos,
Não precisa serem iguais,
Como os versos, se não rimarem,
O que conta é o desvario
Pelo prazer gozado e sentido.

sábado, 5 de janeiro de 2013

VOLTA COM A NUVEM QUE TE LEVOU


Minha amiga, minha amante,
És nuvem que passou no ar,
Ficou só a pura lembrança,
Do teu agradável esvoaçar.

Volta dentro da mesma nuvem,
Pra te tomar nos meus braços,
Antes que intrusos te impeçam,
E eu não te poder dar abraços.

Todo o tempo é pouco que sobra,
Para vivermos o tempo de atraso,
Trocando nossos beijos a prazo.

Quero que vivas comigo agora,
Pra toda a vida ficarmos juntos,
E usufruirmos bons momentos.


Nota:- soneto escrito sem rigor métrico.

DESASSOSSEGO E DESILUSÕES


Vivo num vulcão de desassossego,
Rodeado por um mar de desilusões,
Quero viver sem o flagelo
De sofrer toda a vida assutado
Por temer ameaçadoras erupções,
Do vulcão desassossegado.

Meu desassossego é constante,
Vem dum amor impossível e distante,
Que me afoga num mar de depressões.
Apenas tu e mais ninguém
Me pode libertar deste desassossego,
Destruindo minhas desilusões.

QUANDO ME APETECE...

Quando me apetece falar, escrevo,
Quando me apetece escrever, falo,
Não consigo estar apenas calado,
Gosto de divulgar meu segredo.

Quando me apetece, fico ausente,
Quando me apetece, dou a cara,
Não é meu feitio ser prepotente,
Gosto de comunicar sem máscara.

Quando me apetece faço serão,
Quando me apetece durmo cedo,
Fico em vigília para observação,
E não sofrer com meu degredo.

Quando me apetece penso nela,
Quando me apetece falo com ela,
Nem tudo me agrada do diálogo,
Por vezes parece língua de fogo.

Quando me apetece, é a sério,
Quando me apetece desespero,
Por não conseguir meu contato,
Fico com a recusa, perturbado.

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