terça-feira, 3 de setembro de 2013

AINDA ME SINTO NO FUTURO

Apesar da minha idade, ainda me sinto no futuro,
Deixei o passado que já não me diz o que quero,
Viver o meu futuro, eu sinto que é o mais certo,
Só queria ter asas para eu voar p'ra lugar seguro.

Sei que o futuro ainda está p'ra chegar até mim,
É Deus q'assim o deseja, por achar que viver
É o que melhor me pode ainda vir a acontecer,
Até ao juízo final não chegar tão depressa assim.

Dobram os sinos das igrejas p'ras Avés Marias,
Rezam os crentes por melhores e santos dias,
Caiem abundantes chuvas, acabam as secas,
São benesses de Deus, das suas promessas.

Escolhi um nome pr'o meu futuro, é Esperança,
Irei colocá-lo na minha lapela como lembrança,
P'ra toda a gente saber e eu não m'esquecer,
D'a ter como candeia bem acesa, até falecer.

Ruy Serrano, 02.08.2013, às 11,10 H

O PREFÁCIO DAS MINHAS MEMÓRIAS


Quando meu estado físico passar a poeira,
Gostava de ser guardado com o meu livro
De memórias e o meu prefácio póstumo,
P'ra que seja divulgado e não esquecido.

Meu prefácio será uma auto-homenagem
Que faço a mim próprio, pela vida dura
Que passei sem ser citado nem amado,
Apenas desvalorizado e marginalizado.

Meu prefácio será minha última missiva,
É a derradeira inspiração que me resta,
Gostaria de poder escrever mais poesia,
Mas pressinto que acabou a minha festa.

Ficarão minhas memórias, meu prefácio,
S'alguém as quiser ler pós minha morte,
Duvido que haja interesse, custará ler
O que eu escrevi, como foi meu dever.

Ruy Serrano, 31,08.2013, às 17:14 

TRAVO AMARGO

Ficou-me um travo amargo por te ter perdido,
Não contava tal traição, fiquei muito ofendido,
Dei-te tudo o que me pedias, achaste pouco,
Por me teres abandonado, estou quáse louco.

Este travo amargo q'eu sinto é tão venenoso,
Que receio não me passar, sem sofrimento,
Nem encontrar antídoto p'ro meu tormento,
Só tu poderás dar-me um gosto saboroso.

Por seres tâo orgulhosa com'a Cleóptra,
Vais deixar q'eu seja assim envenenado,
Como foi o seu amante, Marco António,
Que viu seu pedido de perdão, recusado.

Este travo amargo será cada vez maior,
Quanto mais t'afastares e me recusares,
Só poderei tratar-me com contraveneno
Que me chegar com amor mais ameno.

Ruy Serrano, 02.08.2013, às 23:45 H

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

PROCURO-TE MAS NÃO TE ENCONTRO

Sei que andas por aí, mas não t'encontro.
Estou sem saber que mal te causei eu,
Será pura imaginação tua ou só maldade
D'alguém que trocou a mentira p'la verdade?

Povoa a minha mente uma série de dúvidas,
De troca de impiedosas acusações mútuas,
Setas que nos espetaram no peito, afiadas,
P'ra nos ferir de morte, mas mal apontadas.

Arranquei essas setas, não me deixei vencer,
Troquei-as por versos da minha bonita poesia,
Escrevo poemas de verdade e bons de se ler,
Faço o que mais gosto, desisti de te procurar.

Ruy Serrano, 02.08.2013, às 09:40 H

domingo, 1 de setembro de 2013

RENDO-ME



Rendo-me à evidência, a ti, ao desespero,
Rendo-me a tudo quanto vem ter comigo,
Ao perder, ao ganhar, aos teus encantos,
Fico rendido em lágrimas e meus prantos.

Rendo-me a tudo e a nada, estou inquieto,
Pressinto que tu me vais deixar a sofrer,
Teu segredo passou a ser meu degredo,
Por me render a ti, sem me dares afecto.

Estou confuso, desapareceste, desespero,
Nào sei o que me espera, futuro incerto,
Não me deixes, rendo-me a ti de joelhos,
Tenho saudades de teus ardentes beijos.

Sei que já não voltas, passaste a ignorar
Tudo aquilo que te dei d’amor e carinho.
Mesmo que me renda, não vais aceitar
Continuares comigo neste nosso ninho.

Ruy Serrano, 02.09.2013, às 10:25 H

QUANDO A LUA SE ESCONDE...




Quando a lua se esconde, tu apareces
E vens deitar-te comigo, apaixonada,
Entregas-te toda inteira e desnudada,
À procura dos meus abraços e beijos.

Eu tomo-te com ímpetos animalescos,
Dando-te tudo que desejas e imploras,
Aquilo que mais gostas e me exploras,
Meu corpo, meus lábios, meus beijos.

Ficas possuída de anseios por mais,
E eu faço tudo por de deixar aos ais,
A noite parece que não mais acaba,
Prazeres infindos os da minha amada.

Acabaste por t'encheres dos beijos,
Das caricias e dos abraços que te dei,
Quiseste variar d'amante, eu lastimei,
Trocaste-me por outro, teus desejos.

Despediu-se a lua, levou-te com ela,
Novo dia nasceu e eu à luz da vela,
Naquela cabana africana, sozinho,
Fiquei sem o teu amor e carinho.

Ruy Serrano, 01.09.2013, às 01:20 H

MEU QUERIDO PORTUGAL



Apaixonei-me por ti, meu querido e amado Portugal,
Tu tens tudo o que as outras não têm, és formosa,
Tens paisagens lindas, praias belas, serras e vales,
Lagos e rios, muito sol e costa marítima famosa.

Tua gastronomia, fruta e vinhos são os melhores,
Pratos variados, fruta suculenta e castas de uvas
Que dão bons vinhos dos mais variados paladares,
P'ra casarem com os melhores pratos dos altares.

Tens o fado, a Amália, o Eusébio e o Ronaldo
Como embaixadores que espalham teu nome
Por todo o Mundo que descobriste em jovem,
Quando te aventuraste com teus navegadores.

Das tuas escolas e universidades saíram homens
Sábios e competentes nas letras e matemática,
Tens os melhores poetas e escritores do mundo,
Folclore rico e mulheres bonitas e boas mães.

Tiveste o domínio do Mundo, criaste nações,
Com teus colonos e missionários, espalhaste
Teu nome, teu engenho, tua língua, tua arte,
Ergueste tua bandeira em fortes e castelos.

Trouxeste ainda especarias, ouro e diamantes,
Riquezas que desbarataste em pouco tempo,
Por teus filhos nunca terem sabido governar
Um pais com abundantes e variados recursos.

O meu querido Portugal está doente, em crise,
Mas apesar do tratamento ser longo e doloroso,
Vai recuperar em breve e provar a todo o Mundo
Que a fé, a paciência e o trabalho são trunfos.

Ruy Serrano. 01.08.2013, às 10:40 H