terça-feira, 7 de abril de 2015

UM MUNDO LOUCO

Que Mundo é este em que eu vivo, 
Tão louco e tão agressivo,
Que já não suporto,
Nem depois de morto.

Este Mundo louco e sobrenatural,
Pelo caminho que está a tomar,
Ainda vai acabar mal,
Sem se poder salvar.

Deus meu, sendo Tu Omnipotente,
Porque estás assim tão ausente,
E deixas os homens morrerem
Por tanto se combaterem?

Salva o Mundo e liberta os Homens
De tantos ódios e vinganças,
Põe os Teus filhos em ordem,
Dai ao Mundo esperanças.

Confio em Ti meu Deus, meu Pai
Supremo, desce à Terra,
Vinde à nossa presença,
Usa a tua eloquência.
mantermos a crença.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

SEDUÇÕES SEM SOLUÇÕES

Esta vida enganadora das seduções
Que ficam toda a vida sem soluções
Causam a quem as tem depressão
Ficando quase sempre sem solução

São tantas as seduções provocantes
Que nos fazem sem nos consultarem
São muitas das vezes assaz picantes
Deixam-nos enfeitiçados e a imaginar

Imaginar como seriam as seduções
Se nos entregássemos ao seu jogo
Sem regras de amor ousado e livre
Correndo o risco de perigoso deslize

Nunca as minhas seduções vingaram
Foram armadilhas que me montaram
Que consegui evitar em devido tempo
Para fugir a um assédio e destempero

Ruy Serrano - 26.09.2014, às 16:12 H

 


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

CONTAS À VIDA

Neste meu dia de aniversário - 25.09.2014

CONTAS À VIDA

Neste dia do meu aniversário faço contas à vida
Sei que me é tirado mais um ano não os faço
Como muitos festejam seu aniversário de idade
Como se isso fosse uma inevitável fatalidade

Pedi à vida para me fazer contas ela recusou
Diz que as contas sou eu que as devo calcular
Por ser eu contabilista e conhecer a minha vida
Melhor que ela própria por não ser especialista

É a desculpa que a vida me dá para ela evitar
Falar-me de coisas que não me podem agradar
Por eu ser único responsável pelos meus actos
E não ter comigo qualquer acordo ou contratos

Feitas por mim as contas apuro uma conclusão
Que a minha vida teve bons e maus momentos
Que em grande parte eu não consegui controlar
Pois tudo o que me aconteceu não pude evitar

Assim passa mais um ano fica tudo na mesma
Eu sem saber o que ainda me poderá suceder
Continuará tudo para mim a ser uma surpresa
Podendo tudo ou nada ainda me vir acontecer

Ruy Serrano - 25.09.2014, às 00:15 H

quarta-feira, 16 de julho de 2014

PALAVRAS SONSAS



PALAVRAS SONSAS

Leio palavras sonsas e sem sentido
Mais parecem verdadeiras charadas
Palavras que são tão mal tratadas
Que ao lê-las fico confuso e aturdido

Até percebo algum do seu significado
Mas não me dou por elas referenciado
São palavras atiradas bem para o ar
Para alguém furtivo as poder apanhar

As palavras sonsas não têm o valor
Que lhes quer atribuir quem escreveu
Servem apenas como simples decore
Escrita rendilhada de quem as teceu

Gostava pois que me fosse explicado
De algumas palavras o seu significado
De tão sonsas que são não se percebe
Se são ingénuas ou apenas ânimo leve

É hoje vulgar o uso de palavras sonsas
Sem respeito pela poesia que reclama
Ser tratada com as merecidas honras
Para não perder seu valor e sua chama

Palavras que parecem sonsas cheias
De pecados reclamam muito cuidado
Serem lidas por partes e ao contrário
Para se perceber o sentido das teias

Tais palavras são postas a breve leilão
Para alguém as rematar, ninguém quer
Arriscar são palavras vãs sem coração
Que são de muitas dúvidas e de temer

Ruy Serrano - 17.07.2014, às 00.15 H

segunda-feira, 14 de julho de 2014

SE EU TE CONTASSE...

Se eu te contasse os meus segredos
Ficarias a saber tanto como eu sei
As minhas alegrias os meus medos
Tudo o que perdi e jamais achei

Se eu te contasse os meus segredos
Não gostarias de saber muitas coisas
Que na minha vida me aconteceram
Tais como amores que se perderam

Amores que descobri serem fingidos
Foram com os ventos que os trouxe
Tornaram-se uns simples foragidos
Não quiseram que os convencesse

Se eu te contasse os meus segredos
Ficarias a conhecer-me muito melhor
Não farias teus juízos errados do pior
Gostarias mais de mim sem arrepios

Ruy Serrano - 14.07.2014, às 11:45 H

sexta-feira, 6 de junho de 2014

CENTRO DE GRAVIDADE



CENTRO DE GRAVIDADE

Mudaste do meu centro de gravidade,
Gravitas agora noutra órbita,
Passaste a satélite, espias meus actos,
Lês o que escrevo, são factos
Que eu relato com verdade e muita dor,
Por ter perdido o meu amor.

Por estares longe, minha imagem é má,
Não traduz a qualidade,
Que é boa, tanto como a minha verdade,
Nunca desmentida,
Por mim provada e que é desconhecida,
Em que estás comprometida.

Quando te tirarem da tua falsa órbita,
Verás que eu tenho razão,
Nem tudo é verdadeiro, pura ilusão,
Usarás da tua memória,
Para descobrires que foste enganada,
E agora não vales nada.

Quando o centro de gravidade se desloca,
Corre-se grave risco, o ar rareia e sufoca.

Ruy Serrano - 06.07.2014, às 22:35 H

domingo, 1 de junho de 2014

NÃO ÉS A MESMA LISBOA

Que é feito de ti, não és a mesma Lisboa,
Desde que te deixei que és muito vaidosa,
És mais cosmopolita e tão pouco bairrista,
Deixaste de ser a Lisboa amada d'outrora.

Viraste costas ao rio e aos miradouros,
Trocaste a tua história pelos mexericos,
Foste vencida agora por outros mouros,
Que te provocaram vícios tão malditos.

Deixaste de ser a Lisboa casta e desejada,
Passaste a ser a Lisboa dos estrangeiros,
Comprometeste teu futuro, minha amada,
Vendeste teu corpo, tenho meus receios.

Ainda tens tempo para emendar teus erros,
A tua longa e valiosa história assim merece,
Dessa modernidade e tentações, esquece,
Volta para os meus braços amigos e veros.

Ruy Serrano - 01.06.2014, às 10:00 H