sábado, 19 de agosto de 2017

CORAÇÃO DE PEDRA

Teu coração de pedra resiste
Aos meus sentimentos.
Apesar dos meus lamentos,
Nem assim eu desisto.

Tento partir o teu coração,
É tão resistente,
Que minha boa intenção,
Me deixa temente.

Nāo há coração como o teu,
Foi Deus que to deu,
Essa graça tua, tāo Divina,
É só tua, não é minha.

Ainda tenho grande esperança
De quebrar o teu coração,
Num dia de sol do próximo verão,
Apesar da longa distância.

Hāo-de chover pedras de granizo,
Que te irão partir o coração,
E tu voltarás a recuperar teu siso,
Ao me amares com devoção.

O céu mais azul ficará,
O sol muito mais luz irradiará,
Será um dia esplendoroso,
Para o nosso amor fervoroso.

E assim o teu coração quebrou,
Num novo dia que alvorou,
Cheio de luz, amor e promessas,
Com palavras que confessam
Teu arrependimento,
Neste precioso momento.

Ruy Serrano - 19.08.2017


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A FOLHA QUE O VENTO LEVOU

O vento levou a folha da árvore,
Em que escrevi o meu poema 
E foi entregá-lo à minha amada,
Que ficou deveras encantada.

Afinal essa folha era do caderno
De poemas que eu escrevera 
Para surpreender o meu amor
No dia de anos, na Primavera.

Tal poema era único e diferente,
Falava o quanto eu lhe queria,
E de a tornar a minha amante
Mulher linda e surpreendente.

Um poema inspirado e recitado,
Que lhe li pelo meu computador,
Quando lhe liguei naquele dia,
Que ela achou ser o que queria.

Assim, a folha que o vento levou,
Me deu de volta um grande amor,
Que desejava com enorme fervor,
Que muito feliz assim me deixou.


Ruy Serrano - 17.08.2017

terça-feira, 15 de agosto de 2017

NĀO ME DEIXES

Nāo me deixes,
Sabes que eu sempre te amei.
Não me deixes,
Nunca na vida te abandonei.
Não me deixes,
Dei-te tudo que te podia dar.
Não me deixes,
Não me deves pois abandonar.
Nāo me deixes,
Não sei o que será de mim sem ti.
Não me deixes,
Dá-me mais uma oportunidade.
Não me deixes,
Abdica dessa tua grande vaidade.
Nāo me deixes,
Juntos poderemos ser ainda felzes.
Não me deixes,
Vamos viver nossa vida de matizes.


Ruy Serrano - 15.08.2017

sábado, 12 de agosto de 2017

A ALMA A VIDA E O HOMEM

A alma, a vida e o homem, são inseparáveis,
A alma comanda a vida,
A vida sustenta o homem,
O homem não é ninguém.
Se não fosse a vida,
Não valia um vintém.

Quando o homem se porta mal,
A vida prega-lhe sustos,
Avisa-o que o deixará,
Se não se portar bem,
A alma se cansará também,
Dizendo à vida que a castigará.

O homem tem de se reciclar,
Para a vida não se rebelar,
Por temer que a alma a deixe,
E fique sem forças suficientes
Para o homem ajudar,
Impedindo que seja deficiente.

Enquanto a alma abstracta existir,
A vida continuará a subsistir,
E ajudará o homem material,
A viver, não sendo imortal.
O homem será responsável,
Para não ser um simples animal.

Ruy Serrano - 12.08.2017



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

É AMOR OU PAIXÃO.?

Não sei se é amor se é paixão,
Este meu sentir tão profundo,
Será que vivo grande ilusão,
Por viver iludido, no Mundo?

Vivo uma vida de expectativa,
Por querer viver o que sabia
Ser um amor ou uma paixão,
O que eu vivo  com devoção.

Não sei se é amor se é paixão,
Amor não é certamente, erro
O meu de pensar que amar
É arte fácil de viver e sonhar.

Se paixão é amar cegamente 
Amor é querer eternamente
Acreditar que será possível
Viver feliz, por ser acessível.

Com a paixão quero imaginar
Que o amor será o caminho
Aberto para assim conquistar
Quem amo com mui carinho.


Ruy Serrano - 09.08.2017

domingo, 6 de agosto de 2017

LÁ VAI ELA...

Lá vai ela, ligeira e vaidosa,
Remexendo suas ancas,
Que a todos encanta,


Por entre ruas e becos,
Lá vai ela, provocante,
Sem ser chocante.

Lá vai ela senhora do nariz,
Sempre assim a vi,
É o meu amor.

Lá vai ela, não sei para onde,
Ignoro o seu destino,
Meu desatino.

Lá vai ela ao fim da tarde,
Espalhando o alarde
De se perder.

Perdê-la, grave desgosto o meu,
Sem eu poder nada fazer,
Meu eterno padecer.

Lá vai ela e com ela vou eu,
Não sei para onde irei,
Sigo ouro de lei.


Ruy Serrano - 06.08.2017



sábado, 5 de agosto de 2017

O CAIS DE ONDE EU PARTI

Daquele cais junto ao Tejo, donde parti,
Num dia muito triste que não esqueci,
Em direcção à minha terra, lá longe,
Na África misteriosa, meu berço doce.

O cais de onde eu parti, jamais esqueço,
Foi um misto de tristeza e de expectativa,
Que senti, por saber que meu regresso,
Confesso, não era por mim tão previsto.

Quis a providência que por maus motivos,
Voltasse aquele cais, de regresso forçado,
Sem me ter sido por alguém explicado,
Porque eu e minha família fomos banidosj

Esse cais encheu-se de gente e caixotes,
Tudo viera a monte no barco fantasma,
Que aquele cais do Tejo por fim aportara,
E eu recebido com protestos e dichotes.

Não bastara o meu azar de ter de voltar,
Ainda fui recebido como ser indesejado,
Meu futuro por muito tempo hipotecado
Com dificuldade para agruras ultrapassar.

Nem as andorinhas da Primavera, amigas
Que de África trouxera, me deram alegria,
Tal era também a sua tristeza, sem alento 
Para voarem através do novo firmamento.

Ruy Serrano - 05.08.2017