domingo, 24 de novembro de 2019

CORAÇÃO EM PERIGO

Tenho o meu coração em perigo,
Por teres deixado assim tão cedo,
Esta vida que era muito nossa,
O motivo não percebo, nem aceito.

Corre um sério risco, meu coração,
Tão grave que não tem remissão,
Só tu o poderás tratar, sobrevivo
Acreditando que afastes o perigo.

Meu coração bate agora mansinho,
À espera que o salves de silenciar,
Trata-o como se fosse do teu ninho,
Na cura do meu, quero eu acreditar.

Salva o meu coração que inda bate,
Recusando deixar de bater, deixaste
Que ele estivesse em perigo, recuso
Aceitar que será meu eterno recluso.


Ruy Serrano - 24.11.2019

sábado, 23 de novembro de 2019

ETERNOS AMIGOS

Esses eternos amigos que me deixaram,
Partiram cedo, não sei onde agora param,
Taunts saudades tenho deles, são amigos
Que nunca mais esquecerei, mui queridos.
Tentei falar com eles, não obtive resposta,
Por muito que me esforce, falhou a aposta,
De os encontrar algures, num outro lugar,
É triste bastante desejar e não os encontrar.

Mais tarde ou mais cedo seguirei o caminho
Que eles seguiram, sem remissão, é a chama
Duma voz Suprema que ditou o seu destino,
Porque sua presença junto a Deus se reclama.

Os poucos amigos verdadeiros que eu tinha
Já não existem, agora não tenho os amigos
Que desejava ter, a amizade está distante,
A amizade da minha internet é fascinante.

Estou condenado a viver o resto desta vida
Com as saudades que persistem, é magia
Que alimento como valiosas recordações,
Que guardo comigo, seus ternos corações.

Ruy Serrano - 23.11.2019








REBOLA A BOLA

Anda à roda, anda à roda,
Muito rebola a minha bola,
Minha cabeça anda à roda,.
De tanto rodar ficou tonta.

A minha bola roda muito,
Com os meus pontapés,
Outra bola não quero.
Com esta eu me esmero.

Bola de trapos eu jogava,
Muitos pontapés eu dava,
Também dava caneladas,
Muitas mazelas causava.

Gosto bastante de futebol,
Joguei com fulgor e prazer,,
Quando era jovem e forte,
Foi a minha melhor sorte.

Hoje não perco o futebol
Que se joga diariamente,
Bom ou mau é o desporto
Que me põe bem disposto

Ruy Serrano - 23.11.2019



sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O TEMPO NÃO ME DÁ TEMPO

O tempo não me dá tempo,
Para escrever mais poesia,
Como gosto, como queria,
É desgosto e destempero.

Pedi ao tempo mais tempo,
Ele recusou, não mó deu,
Foi ferida que muito doeu,
E eu fiquei sem meu tempo.

Gostaria de ter mais tempo,
Para viver esta minha vida,
Desfrutando a boa natureza
Que é pura, de muita beleza.

Ter mais tempo para a fauna,
Que é rica, variada, tão fértil,
Estimulando-me a viver feliz,
Como sempre desejei e quiz.

Vou pedir ao tempo as tréguas
Que a minha vida me reclama,
Para escrever mais sem regras,
Como a minha alma me chama.

Ruy Serrano - 22,l”11.2019




domingo, 17 de novembro de 2019

GENTE SEM ROSTO

Há tanta gente sem rosto,
Que se esconde atrás duma máscara,
Serem imorais é suposto,
Tratam boa gente de forma sarcástica.

Cuidado com gente sem rosto,
Que tentará sempre a todo o momento,
Convencer ser o único sustento
Da tua vida, teu derradeiro fim suposto.

Conheço gente sem rosto,
Sem coragem de se dar a conhecer,
Evitam sua máscara perder,
E ficarem sem seu tão amado posto.

Pessoas que tapam a cara,
Com uma negra e disfarçada capa,
Não têm coragem de mostrar
O que na realidade é o seu rosto.


Ruy Serrano - 17.11.2019

sábado, 16 de novembro de 2019

A ONDA QUE ME LEVOU

Fui arrastado por uma longa onda
Que me levou ao colo na sua crista
Para a minha terra, tão longínqua,
Deus fazei que a vontade subsista
Para usufruir daquelas paisagens
Que não existem nestas paragens,

A onda rolou até à praia onde fiquei
A aguardar que me viessem ajudar
A recuperar da longa atravessia
Que fiz do Atlântico e da maresia
Que tomou conta por fim de mim, 
Belo momento que fiquei a adorar.

A nostalgia era tanta e inigualável 
Que é assim única e incomparável,
Por tudo estar agora tão diferente,
As pessoas são outras, é gente
Que não conheço e irei ignorar,
Por não pretender com eles falar.

Ruy Serrano - 17.11.2019



DE TEMPOS A TEMPOS...

De tempos a tempos, vêm à minha mente,
Lembranças dos anos há muito passados.
Que me dão prazer serem relembrados,
As melhoras sensações que agente sente.

De tempos a tempos, eu volto ao passado,
Para ir buscar meus melhores momentos,
Que nunca mais voltarão a ser repetidos,
Hoje a vida é feita de muitos tormentos.

De tempos a tempos, vêm a minha mente
Os sonhos que se perderam em criança,
E que eram belos e de muita esperança,
Sou por natureza um enorme resistente.

De tempos a tempos, fico sem palavras,
Para poder exprimir estes meus sentires,
E assim dissipar minhas mágoas tristes,
Tenho de descobrir as palavras sábias.

De tempos a tempos, são outros tempos,
Os passados já se perderam para sempre,
Agora há que viver estes como diferentes,
Gosando outros e os melhores momentos.

Ruy Serrano - 16.11.2019