sábado, 1 de outubro de 2011

TRAIÇÃO

SONETO
(INÉDITO) 
 
Esgotei as palavras que guardei.
Dentro do meu dorido coração.
Desde que não mais as decorei.
Devido à tua descarada traição.
 
Fiquei sem qualquer inspiração,
Para versos de amor te dedicar,
Fui vítima de uma louca paixão,
Que depressa se esfumou no ar.
 
Tarde decifrei o terrível enigma,
Com que fui por ti confrontado,
Nunca me sentindo conformado,
 
A tua traição foi um cruel estigma,
Que quero varrer da minha mente,
Esquecendo agora e eternamente.
 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

NOITE DE PESADELO

(Inédito)

Emigro pelas ruas do meu bairro, receoso,

Esgueiram-se estranhas e perfiladas figuras,

Arrisco minha curiosidade, ambicioso,

Receando percorrer becos e ruas escuras.


Noite de breu, cega e impenetrável,

Incerto cenário ameaçador e opaco,

Leitura dantesca, vil e inquestionável,

Temendo acabar por cair num buraco.


Não sei que caminhos sigo, porquê?

Sei apenas que piso pedras e calçadas,

Sem nada descobrir fico à mercê,

Mente vazia, mãos frias e calejadas.


Sinto-me perseguido por sombras,

Cobertas de negros e longos lençóis,

Parecem elefantes com suas trombas,

Ameaçadores, vindos de outros sois.


Alcanço por fim ansioso a minha casa,

Onde me aguarda a família e o sossego,

Respiro e aqueço-me à.lareira em brasa,

Desfrutando do conforto e aconchego.

NÃO MAIS

INEDITO


Não mais tenho vontade,
Não mais tenho inspiração
Não mais tenho ambição,
Perdi a ilusão.

Não mais tento sonhar
Não mais quero perdoar,
Não mais penso emigrar,
Desisti de lutar.

Não mais tenho amigos,
Não mais odeio os inimigos,
Não mais me sinto amado
Estou torturado.

Não mais posso viajar,
Não mais verei o mar,
Não mais o ar respirar,
Deixarei de amar

Não mais verei a luz,
Não mais nada propus,
Não mais vi a Cruz,
Fiquei cego,
Para sempre...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ACERTAR O PASSO

SONETO
(Inédito)
 
De passo em passo lento,
Acerto o passo em frente,
Evito trair a minha mente,
Sem reduzir o andamento.
 
O ritmo da vida é exigente,
Obriga-me a forçar o passo,
Para evitar cair no espaço,
E me arrepender tristemente.
 
No espaço vazio inesperado,
Surgem desafios duvidosos.
De mil inimigos poderosos.
 
Com o inimigo dominado,
Venço o perigoso desacerto,
Criando bem-estar e acerto.
 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

FAZER OU DESFAZER ANOS

SONETO
(INÉDITO)
 
Perdi os meus anos de vida,
Desde o dia do nascimento,
Até ao presente momento,
Como uma vela consumida.
 
Desenrolei o meu novelo,
Tecendo vastos projectos,
Com sonhos e muitos afectos,
Defendidos no meu castelo.
 
Com festejos de ano a ano,
Não estou certo se os fiz,
Ou enganado, os desfiz.
 
Sendo um simples ser humano,
Deixei o novelo por desenrolar,
Por desmazelo ou por fraquejar? 
 
 
 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MÁXIMAS

Os jovens vivem do futuro, os adultos vivem do presente e os idosos vivem do passado.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

VIVER PARA AMAR

SONETO
(INÉDITO) 
 
 
Vivo para amar, olhando o tempo.
Tempo que se estende no além.
Além que deixa de ser momento.
Momento desconhecido, meu bem.
 
 
Não sei que fim vai ter o tempo,
Se o momento deixar de existir,
E o amor e desejo não mais fluir,
Vítima de ciúmes e contratempo.
 
 
Servirá ao menos de exemplo,
P’ra não mais alguém amar,
E o além deixar de me tentar.
 
 
No momento que te relembro,
Desejo que estejas comigo,
P’ra beijos partilhar contigo.