Mais forte que eu,
É desconfiar de tudo e de todos.
Mais forte que eu,
É ser demasiado ambicioso.
Mais forte que eu,
É ser mais falador que ouvidor.
Mais forte que eu,
É ir à luta até ao limite, sem desistir.
Mais forte que eu,
É ser cegamente ciumento.
Mais forte que eu,
É não conseguir esquecer o passado.
Mais forte que eu,
É não saber perdoar aos inimigos.
Mais forte que eu,
É perder os amigos sem motivos.
Mais forte que eu,
É ter vontade de viajar sem poder.
Mais forte que eu,
É ver a família destroçar do clã.
Mais forte que eu,
É faltar-me por vezes inspiração.
Mais forte que eu,
É não ter tempo para escrever tudo.
Mais forte que eu,
É querer à minha terra regressar.
Mais forte que eu,
É ter perdido a vontade de sonhar.
Mais forte que eu,
É partir para sempre com muito para fazer
Mais forte que eu,
É ambicionar morrer sem sofrer.
sábado, 31 de março de 2012
BANCO DE URGÊNCIAS
Quando entrei naquele banco de urgências,
Pensei que iria morrer, tal era o sofrimento,
Vieram-me à memória, com intermitências,
Imagens da minha vida em mau momento.
Era uma sensação da verdade que eu vivia,
Confessando toda a mentira já esquecida,
Arrependido de todos os males, eu sentia,
Ainda poder alcançar o céu que merecia.
Entreguei-me às mãos de Deus para julgar,
Se devia ou não deste Mundo desaparecer,
Antes mesmo de ter cumprido o meu dever,
Rezei a Deus para meus pecados perdoar.
Senti que Ele escutava as minhas preces,
Concedendo-me por fim, suas benesses.
Pensei que iria morrer, tal era o sofrimento,
Vieram-me à memória, com intermitências,
Imagens da minha vida em mau momento.
Era uma sensação da verdade que eu vivia,
Confessando toda a mentira já esquecida,
Arrependido de todos os males, eu sentia,
Ainda poder alcançar o céu que merecia.
Entreguei-me às mãos de Deus para julgar,
Se devia ou não deste Mundo desaparecer,
Antes mesmo de ter cumprido o meu dever,
Rezei a Deus para meus pecados perdoar.
Senti que Ele escutava as minhas preces,
Concedendo-me por fim, suas benesses.
sexta-feira, 30 de março de 2012
SONHO QUÁSI REAL
Montei um cavalo branco e parti à busca do Mundo,
Atravessei terras, estepes e rios,
Quis novos horizontes desbravar,
A galopar.
Descobri gentes e animais, em perfeita comunhão,
Partilhando espaços, água e savanas
Surpreendido fiquei com os quadros
Bela visão.
Aquele Mundo novo que encontrei, parecia irreal,
Nunca pensei que existisse tal,
Parecia um sonho que desejei,
E que criei.
Gostaria de viver naquele outro Mundo, encantador,
Para poder ser livre e sonhador,
Mas não encontrei lá os meios,
Apenas receios.
Descobri então que estava em África, cenário natural,
De plena magia e encanto impar,
Ultrajada e sujeita a maus tratos,
Por incautos.
Descobri também eu lá ter nascido, nos bons tempos,
Ter crescido livre com os animais,
Ter vivido com encantos naturais,
Com pureza.
Tudo afinal não passou de um longo sonho perturbador,
Que ao acordar me deixou incomodado,
Por saber que tudo era a pura verdade
De muita dor.
Atravessei terras, estepes e rios,
Quis novos horizontes desbravar,
A galopar.
Descobri gentes e animais, em perfeita comunhão,
Partilhando espaços, água e savanas
Surpreendido fiquei com os quadros
Bela visão.
Aquele Mundo novo que encontrei, parecia irreal,
Nunca pensei que existisse tal,
Parecia um sonho que desejei,
E que criei.
Gostaria de viver naquele outro Mundo, encantador,
Para poder ser livre e sonhador,
Mas não encontrei lá os meios,
Apenas receios.
Descobri então que estava em África, cenário natural,
De plena magia e encanto impar,
Ultrajada e sujeita a maus tratos,
Por incautos.
Descobri também eu lá ter nascido, nos bons tempos,
Ter crescido livre com os animais,
Ter vivido com encantos naturais,
Com pureza.
Tudo afinal não passou de um longo sonho perturbador,
Que ao acordar me deixou incomodado,
Por saber que tudo era a pura verdade
De muita dor.
O QUE FICOU POR DIZER
De tudo o que eu disse e não disse,
Muita coisa ficou por dizer ontem,
Não há nada que eu não previsse,
Sinto meu raciocínio em desordem.
Ainda não desisti de te contar tudo
O que ficou por dizer, quando cair
Nos teus braços macios de veludo,
Que eu desejo para sempre atrair.
Quero dizer-te como ainda te amo,
Quanto te desejo possuir e acariciar,
E o tempo perdido poder recuperar.
Quero dizer-te, o que acho soberano,
Construirmos o nosso lar e vir a ter
Filhos, para o nosso nome manter.
Muita coisa ficou por dizer ontem,
Não há nada que eu não previsse,
Sinto meu raciocínio em desordem.
Ainda não desisti de te contar tudo
O que ficou por dizer, quando cair
Nos teus braços macios de veludo,
Que eu desejo para sempre atrair.
Quero dizer-te como ainda te amo,
Quanto te desejo possuir e acariciar,
E o tempo perdido poder recuperar.
Quero dizer-te, o que acho soberano,
Construirmos o nosso lar e vir a ter
Filhos, para o nosso nome manter.
quarta-feira, 28 de março de 2012
FIGURINHAS, FIGURAS E FIGURÕES
Este tema não tem cabimento na poesia, pelo que vou abordá-lo em prosa. Trata-se de personagens marcantes da nossa vida contemporânea, embora a sua existência já venha dos tempos primórdios da humanidade.
As figurinhas são pessoas que não têm influencia na sociedade em que se encontram inseridas por serem consideradas inúteis. De tão baixo que é o seu nível de vida, que a sua participação na sociedade é apenas figurativa, embora o seu número global seja dominante. As figurinhas limitam-se a sobreviver com os escassos recursos de que dispõem. Para além de não se sentirem predispostas ao trabalho, também são-lhes oferecidas poucas oportunidades.
Já as figuras pertencem à classe intermédia de indivíduos remediada que, por formação e estruturas familiares, têm uma participação activa com o seu trabalho qualificado na formação de riqueza. Por ironia e para seu mal, a maior parte da riqueza é absorvida pelos figurões, a quem as figuras prestam vassalagem.
Por último existem os figurões que, sem qualquer esforço e trabalho, dominam a situação, fechando-se no seu reduto, colhendo os frutos semeados e criados pelas figurinhas e figuras. Os figurões ainda se dão ao luxo de controlar e reprimir qualquer tentativa de emancipação das figurinhas e das figuras. Parece inacreditável mas os figurões são o número mais reduzido de indivíduos que compõem a sociedade actual. São eles que fabricam e aplicam as leis ao seu belo prazer, protegendo e blindando a sua classe privilegiada e fazendo-se remunerar por cifras astronómicas.
Pelos factos aqui descritos fica demonstrada a razão por que há tanto protesto e desordem ao nível planetário. As sociedades desmembram-se, deixando de ser homogéneas e entram em colapso, contribuindo para a derrocada das Nações. Muitas destas correm sério risco de perderem a sua independência, não só política como económica, tornando-se Nações pobres. O único factor que ainda pode unir as figurinhas, as figuras e os figurões, é a PÁTRIA, INDISSOLÚVEL E INSUBSTITUÍVEL.
As figurinhas são pessoas que não têm influencia na sociedade em que se encontram inseridas por serem consideradas inúteis. De tão baixo que é o seu nível de vida, que a sua participação na sociedade é apenas figurativa, embora o seu número global seja dominante. As figurinhas limitam-se a sobreviver com os escassos recursos de que dispõem. Para além de não se sentirem predispostas ao trabalho, também são-lhes oferecidas poucas oportunidades.
Já as figuras pertencem à classe intermédia de indivíduos remediada que, por formação e estruturas familiares, têm uma participação activa com o seu trabalho qualificado na formação de riqueza. Por ironia e para seu mal, a maior parte da riqueza é absorvida pelos figurões, a quem as figuras prestam vassalagem.
Por último existem os figurões que, sem qualquer esforço e trabalho, dominam a situação, fechando-se no seu reduto, colhendo os frutos semeados e criados pelas figurinhas e figuras. Os figurões ainda se dão ao luxo de controlar e reprimir qualquer tentativa de emancipação das figurinhas e das figuras. Parece inacreditável mas os figurões são o número mais reduzido de indivíduos que compõem a sociedade actual. São eles que fabricam e aplicam as leis ao seu belo prazer, protegendo e blindando a sua classe privilegiada e fazendo-se remunerar por cifras astronómicas.
Pelos factos aqui descritos fica demonstrada a razão por que há tanto protesto e desordem ao nível planetário. As sociedades desmembram-se, deixando de ser homogéneas e entram em colapso, contribuindo para a derrocada das Nações. Muitas destas correm sério risco de perderem a sua independência, não só política como económica, tornando-se Nações pobres. O único factor que ainda pode unir as figurinhas, as figuras e os figurões, é a PÁTRIA, INDISSOLÚVEL E INSUBSTITUÍVEL.
VÍCIOS
Tenho medo dos vícios, são perigosos e traiçoeiros.
Todos nós temos vícios que nos chegam silenciosos,
Agarram-se a nós sem dó e nunca mais nos deixam.
Os vícios são muitos, variados e bastante matreiros,
Tornam-se agressivos, detestáveis e assaz odiosos,
Comparáveis com doenças graves, que contagiam.
Também tenho vícios de que me quis então libertar,
Tive dificuldade em o conseguir, os vícios de mim
Se apoderaram, fazendo parte da minha curta vida.
Sentindo-me impotente para de mim os escorraçar,
Luta a minha que tenho de travar sem tréguas e fim,
Sem prazo e sem limite, vida minha comprometida.
Ainda não perdi a esperança de perder certos vícios,
Que não interessa viverem comigo, são incómodos,
São vícios sem interesse que teimam a mim se colar,
O melhor que tenho a fazer é achá-los desperdícios,
Para a minha vida futura, tornando-os deslocados,
Para maus momentos conseguir ainda ultrapassar.
.
Todos nós temos vícios que nos chegam silenciosos,
Agarram-se a nós sem dó e nunca mais nos deixam.
Os vícios são muitos, variados e bastante matreiros,
Tornam-se agressivos, detestáveis e assaz odiosos,
Comparáveis com doenças graves, que contagiam.
Também tenho vícios de que me quis então libertar,
Tive dificuldade em o conseguir, os vícios de mim
Se apoderaram, fazendo parte da minha curta vida.
Sentindo-me impotente para de mim os escorraçar,
Luta a minha que tenho de travar sem tréguas e fim,
Sem prazo e sem limite, vida minha comprometida.
Ainda não perdi a esperança de perder certos vícios,
Que não interessa viverem comigo, são incómodos,
São vícios sem interesse que teimam a mim se colar,
O melhor que tenho a fazer é achá-los desperdícios,
Para a minha vida futura, tornando-os deslocados,
Para maus momentos conseguir ainda ultrapassar.
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PALAVRAS ÍNTINAS
As palavras que tu me diriges, ficam no ar
A flutuar para eu as poder saborear e amar.
Sei que a distância que nos separa é muita,
Mas não é tanta que nos deixe em clausura.
Vejo nas tuas palavras saudades imensas,
Que tens dos momentos por nós passados,
Em tempos idos e com gosto relembrados,
Bem-vindas tuas palavras, boas presenças.
Espero que ainda juntos troquemos mimos,
Por palavras, carícias e outras descobertas,
Que não sejam só puras fantasias, incertas.
Temos ambos de viver direitos legítimos
Que são só os nossos e de mais ninguém,
E que guardaremos connosco até o Além.
A flutuar para eu as poder saborear e amar.
Sei que a distância que nos separa é muita,
Mas não é tanta que nos deixe em clausura.
Vejo nas tuas palavras saudades imensas,
Que tens dos momentos por nós passados,
Em tempos idos e com gosto relembrados,
Bem-vindas tuas palavras, boas presenças.
Espero que ainda juntos troquemos mimos,
Por palavras, carícias e outras descobertas,
Que não sejam só puras fantasias, incertas.
Temos ambos de viver direitos legítimos
Que são só os nossos e de mais ninguém,
E que guardaremos connosco até o Além.
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