quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

AMOR SELVAGEM

Perdi o meu amor, tornou-se selvagem,
Partiu as rédeas e fugiu a galope,
Pra pradaria das perdições,
Atraído por tentações.
Fui ao seu encalce, sem sucesso,
Não encontrei o meu amor,
Fiquei sem a certeza
Se era feliz.

Não sei o que deu ao meu amor
Pra desertar sem me avisar,
Sua decisão foi inesperada,
Eu não lhe fiz nada.
Os momentos felizes por nós passados
Não contaram pro meu amor,
Foi atrás d’alguma promessa,
Sonhando ser mais feliz.

Nunca mais soube desse meu amor,
Acabei por o esquecer de vez,
Não quero outros amores,
Pra não ter dissabores.

DESPEDIDA


Chegou a hora da despedida, vou partir,
Não tenho destino, andarei à deriva,
Perdi o rumo, fiquei sem destino
Nem porto de abrigo tenho.

Sobrevivo das minhas recordações,
Que sustentaram meus desejos,
Puras ilusões que alimentei,
Decepções e desgostos que herdei.

A despedida nem teve lenços brancos,
Apenas palavras secas e duras,
Que me agrediram como pedras,
Deixaram-me marcas severas.

A despedida retirou-me a inspiração
Pra mais poesia poder escrever,
Esgotei as minhas palavras,
Por na derradeira despedida as peder.




LISBOA CIDADE DE LUZ COR E FADO


Lisboa, cidade dos meus amores,
Andas de braço dado com o Tejo,
Acariciada pela luz, cor e fado,
Com que foste contemplada.

Percorro vezes sem conta, tuas ruas
E ruelas, contemplo dos miradouros,
Terreiro do Paço, Parques da Nações,
Castelo de São Jorge e colina da Graça.

Fico encantado com o Parque de Monsanto,
Parque Eduardo Sétimo, Rotunda do Marquês
Praça dos Restauradores e Praça do Rossio,
Relembrando com saudade a Feira Popular.

O Sol ilumina-te com a sua luz brilhante,
Vestes-te com as cores do Arco-íris,
Fazes ouvir bonitas guitarradas e fados,
Que me deixam em magia e encantamento.

Desde o primeiro dia em que te conheci,
Que me tomei de paixão por tuas virtudes,
Tenho ciúmes de quem vive e dorme contigo,
Não vou abdicar de ser o teu maior amigo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CORAÇÃO ACELERADO


Meu coração acelerou quando contigo falei,
Minha pulsação aumentou,
Minha vista toldou,
Respirei fundo.

Senti que entraste dentro do meu ser,
Sem me pedires licença,
Não queria acreditar,
No que sentia.

Tomaste conta de tudo que é meu,
Quiseste que contigo repartisse,
Fiquei teu fiel escravo,
Pra sempre teu.

Só te peço que não me abandones,
Antes que acelere meu coração,
Por sofrer forte decepção
Ao te perder.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

PALAVRAS NUAS


Sinto as minhas palavras nuas,
Já ninguém as agasalha,
Acham minhas palavras descaradas,
Tenho das proteger.

É com as minhas palavras que vivo.
Pra não as separar,
Até a pontuação deixei d'usar,
Depressa m'acusaram das maltratar.

Minhas palavras m'agradecem
Das defender de seus detractores,
Escrevo com elas poemas d'amor,
A quem me apetece, sem favores.

Quem não gostar do que escrevo
Com as palavras, minhas amantes,
Que se esqueça que eu existo,
Pois vivo de e com minhas palavras.



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

NÃO ME PERTENCES


Entraste na minha vida,
Nunca mais te deixei,
Passei a viver contigo,
A razão, só eu sei.

Contigo me sinto bem,
Me lamento e desabafo,
Do que me atormenta,
E que guardo comigo.

Não tenho direitos sobre ti,
Tu és comprometida, eu sei,
Não te quero numa gaiola,
Como pássaro em cativeiro.

Sei que acabarás por voar,
Pra paragens distantes,
Onde te espera outro amor,
Que não pára de chamar.





TÚ ÉS O MEU AMOR


Tu afagas meu coração,
Com teus gritos e ais,
Quero te dar minha mão,
Pra não te deixar, jamais.

Só me desiludes se deixares
De me amar como eu te amo,
Peço pra comigo ficares,
Excita-me, dá-me mais ânimo.

Rendido, te encho de beijos,
Recheados de mil desejos,
Espero-te nos meus braços,
Pra te dar muitos abraços.