sábado, 31 de agosto de 2013

TU E AS ESTAÇÕES



Apareceste na primavera, com o sol, entre flores,
Vieste ter comigo, demos beijos e muitos abraços,
Ficámos enamorados, presos por nossos amores,
Trocámos mensagens que nos criaram bons laços.

Não esperaste pelo verão, deixaste-me e partiste,
Não sei p'ra onde foste e com quem, desiludiste.
Mais um desgosto sofri, nesta minha vida longa,
Nem na praia nos envolvemos, na mesma onda.

Veio o Outono, eu esmoreci com as folhas a caírem,
As árvores ficaram despidas e a minha alma vazia,
Meus medos, minhas angústias, me deprimiram,
Aconteceu tudo de mau, que eu de ti mais temia.

Com o Inverno meu coração esfriou, minha alma
Chorou, minhas lágrimas se perderam p'la face,
Eu entrei em hibernação, escrevendo a poesia,
Que tu me inspiraste p'ro meu terrível dia a dia.

Ruy Serrano, 27.08.2013, às 01:20 H
  

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A VIDA E O VENTO

A vida alimenta-se do ar,
Anda ao sabor do vento,
É um longo penar,
Um eterno lamento.

A vida muda de direcção,
Com a força do vento,
Que nos leva p'ra onde quer,
É o seu sustento.

O vento traz-nos o ar p'ra respirarmos,
Por dependermos dele,
Não o podemos contrariar,
Seria perigoso arriscar.

Enquanto houver vento, a vida
Andará sempre à deriva,
Não podemos fazer nada,
Será vida bastante frustrada.

Mais q'amor, o vento é amante,
Que nos domina e mente.
O vento dirige a nossa vida,
Sem sentido, p'ra parte indefinida.

Ruy Serrano, 30.08.2013, às 10:40 H

AMORES PARA TODA A VIDA

Há amores que viveram toda a vida comigo,
São fiéis companheiros, não m'abandonam,
Vivo e sonho com eles, como dedicado amigo,
Por nada deste mundo os quero enganar.
São esses amores, o ar que respiro, o sol
Que m'aquece, a água que me dá de beber
E me lava, e os animais p'ra m'enternecer.

Levanto-me e deito-me com estes amores
Todos os dias. Eles me seguem e protegem,
Inspiram-me a escrever toda a minha poesia,
Fazem-me esquecer outros amores perdidos,
Saram-me as feridas dos golpes sofridos,
Enchem-me de coragem p'ra levar de vencida,
A árdua luta que tenho de travar no dia a dia.

Ruy Serrano, 30.08.2013, às 00:55 H

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

DESLUMBRAMENTO

Naquela madrugada, ao nascer, fiquei deslumbrado,
Ao conhecer meus pais e meus irmãos, meu sangue,
Fui-me deslumbrando, obcecado, enquanto crescia,
Com as descobertas q'eu surpreendido, ainda fazia.

Deslumbrei-me com os meus amigos, com a escola,
Com as garotas, com as brincadeiras, com a vida,
Mais deslumbrado fiquei com as bonitas mulheres
Que me gabavam os meus olhos, meus temeres.

Nunca perdi o deslumbramento, nunca o deixei,
Faz parte de mim, alimenta a alma e o meu ego,
Deslumbro-me agora com a poesia e os poetas,
Fico muito magoado com as críticas tão severas.

O deslumbramento tem-me dado muitos desgostos,
Momentos fictícios e reais que eu tenho de viver,
Impostos por pessoas sem escrúpulos, novelas
Que interpreto e passo ao papel, p'ralguém ler.

É com o deslumbramento que nasce muita poesia,
Também morre muita fantasia, preço da realidade,
A minha vida é o que vivi e gostaria ainda de viver,
Que já não terei tempo de usufruir antes de morrer.

Ruy Serrano, 25.08.2013

AS PALAVRAS TOCAM ONDE NÃO CHEGAM AS MÃOS

Sei que te arrepiaste com as palavras que te dirigi,
Foram sensuais, mais do que se te tivesse tocado
Com as minhas mãos. Saboreaste essas palavras,
Foram semeadas e produzidas nas minhas lavras.

Bem adubadas com a inspiração que me deste,
Regadas com as lágrimas que me fizeste chorar,
Por tudo que sem razão, bastante sofrer fizeste,
E por eu ficar impaciente em te ver a regressar.

Mais palavras da segunda colheita eu te enviei,
Que te deram gozo e t'agradaram, isso eu sei,
Mais do que com as mãos eu te tivesse tocado,
As palavras tocaram-te no teu coração chorado.

Chorado fiquei eu, quando soube que insaciável
Ficaste, querias mais q'as  palavras, desejavas
Poesia ousada e sensual que tu não merecias,
Pois meu estilo é outro, por ti achado recusável.

Ruy Serrano, 27.08.2013, às 01;40 H

NÃO DESISTO DE GOSTAR DE TI



Sinto-me bem a gostar tanto de ti, como és,
Tratando-me mal e ignorando que eu existo,
Não desisto, só gosto de ti, és o meu amor,
Não me deixes, diz que me amas, por favor.

Não desisto de gostar de ti, meus poemas
São as minhas ofertas p'ra te conquistar,
És tu que mos inspiras, por eu muito amar
Tudo que tu és e não és, minhas más penas.

Não gosto de mais ninguém, só gosto de ti,
Também gosto de mim por gostar tanto assim,
Espero que não m'abandones, volta p'ra mim
Fica comigo e com a nossa poesia, bendita.

Beijos saudosos e ardentes que se perderam,
Nas ondas do tempo que assim nos varreram,
Separando-nos sem razão, por pura maldade,
Não desisto de gostar de ti, minha saudade.

Ruy Serrano, 27.08.2013, às 17:30 H

TU E AS ESTAÇÕES

Apareceste na primavera, com o sol, entre flores,
Vieste ter comigo, demos beijos e muitos abraços,
Ficámos enamorados, presos por nossos amores,
Trocámos mensagens que nos criaram bons laços.

Não esperaste pelo verão, deixaste-me e partiste,
Não sei p'ra onde foste e com quem, desiludiste.
Mais um desgosto sofri, nesta minha vida longa,
Nem na praia nos envolvemos, na mesma onda.

Veio o Outono, eu esmoreci com as folhas a caírem,
As árvores ficaram despidas e a minha alma vazia,
Meus medos, minhas angústias, me deprimiram,
Aconteceu tudo de mau, que eu de ti mais temia.

Com o Inverno meu coração esfriou, minha alma
Chorou, minhas lágrimas se perderam p'la face,
Eu entrei em hibernação, escrevendo a poesia,
Que tu me inspiraste p'ro meu terrível dia a dia.

Ruy Serrano, 27.08.2013, às 01:20 H