domingo, 6 de maio de 2012
MÂE
Nome tão pequeno para uma mulher tão grande,
A nossa mãe foi e é a razão da nossa existência,
Para nos criar usou de muito amor e inteligência,
Bendita mãe que para nós foi muito importante.
Jamais devemos esquecer a nossa mãe bendita,
Obrigados a guardá-la sempre no nosso coração,
Sem lhe causar nenhum desgosto ou desilusão,
Esteja onde estiver que não seja a sua desdita.
Neste dia que lhe pertence, devemos comemorar
A memória da sua grandeza e da sua bondade,
Sua sabedoria, sua entrega, sua generosidade.
Ninguém saberá como a nossa mãe, assim amar,
Até morrer ela nunca deixará de nos sensibilizar,
Para os problemas delicados da vida a valorizar.
sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
FICA COMIGO
Não me deixes, fica comigo, preciso de ti,
Sabes quanto és importante na minha vida.
Esqueces o amor que te dei e nunca menti.
Tudo que me deres é retribuição merecida.
O que tenho para dar é o meu grande amor,
Que ainda guardo para ao vivo to entregar
Pois quero abraçar-te para sentir teu sabor,
Cheirar teu corpo e teus cabelos acariciar.
Fica comigo é o que com humildade peço,
Quero que sejas minha eterna companhia,
Para que a nossa vida comum nos sorria.
O tempo ainda espera pelo nosso sucesso.
Mostremos que ainda nos amamos a sério,
Para negarmos a ilusão do nosso mistério.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
PARTIR E FICAR
É tão penoso partir como ficar com lágrimas,
Há quem parta sem avisar, para não regressar,
Há os que são obrigados a partir por emigrar,
Os que ficam, passam a recear ver fantasmas.
Partem as pessoas de quem muito gostamos,
Que foram valorosos e deixaram memórias,
Dos que não voltam, com dor nos lembramos
Daqueles que emigraram, com suas histórias.
Sabemos que um dia também iremos partir,
Deixando saudades a quem na Terra ficar,
A sofrer as penas da vida difícil de suportar.
Partem uns, outros ficam, é impossível fugir,
Desse destino que Deus nos deu como sina,
Da vida confusa e duvidosa mal conseguida.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
TOMAR - O RETROCESSO DE UMA CIDADE
Conheço há seis décadas a cidade aonde vivo,
Uma bela terra carregada de história e encanto,
Perdeu sua maturidade, tornou-se desencanto,
Está desgovernada e sem o rumo certo exigido.
Perdeu comércio, indústria, turismo, interesse,
Corre o risco de perder muito mais património,
Como a sua gestão camarária não merecesse
Uma mudança radical, não deixando um vazio.
O momento presente é de profunda e real crise
Obrigando os seus filhos a deixarem a sua terra
Para evitarem passar a vida, na mesma miséria.
Nesta cidade o tempo parou e a dúvida subsiste,
Se irá sofrer a grave crise por prolongado tempo
Ou se voltarão bons dias sem constrangimento.
terça-feira, 1 de maio de 2012
A ÚLTIMA OLIVEIRA
Quando o meu olhar se dirige para as traseiras do meu prédio,
Uma imagem triste me fica na retina,
É todo o cimento e ferro,
Que substituiu a campina.
Uma oliveira ficou isolada e triste, sem as suas companheiras,
Que foram por interesses destruídas,
Desfigurando as traseiras,
Com casas erguidas.
Hoje são tantos os prédios como eram as trágicas oliveiras.
Tenho saudades dos seus ramos floridos,
Dos frutos com vigor produzidos,
Vidas derradeiras.
Como homenagem às ditosas oliveiras, foi espalhada relva,
Único consolo para quem aprecia a natureza,
Curtos passeios de prazer e beleza,
Para esquecer a moderna Selva
Muitos passantes apressados, absorvidos com os seus problemas,
Moradores com seus caninos de estimação, à trela,
Curiosos espreitando pela janela,
Muitos dilemas.
Só e abandonada, aquela oliveira que foi poupada à exterminação,
Assiste receosa de ser vítima do que se passa,
De quando em vez um cão a mal trata,
Com a sua micção.
Os dias passam e a última oliveira lá continua como monumento,
Devo-lhe respeito porque é mais velha que eu,
Com a sua firmeza serve de exemplo,
Para quem já sofreu.
CONFISSÕES DE UM PECADOR
Por tudo de errado que fiz, eu me confesso,
Sei que a minha vida não é assim inocente,
Como pecador, o devido castigo eu mereço,
Não posso encarar a vida assim, displicente.
Por falta de humildade, alguns pecadores
Não confessam os seus pecados a Deus,
Preferem continuar a pecar sem temores,
Adiam a confissão para o derradeiro adeus.
Não sei distinguir com clareza, o pecado
Do que parece ser a verdade e inocência,
Tudo resulta de confusão e transparência.
Todo o pecador tentará se manter calado,
Até ao último momento para se confessar
Julgando convencer Deus a não castigar.
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